 Programa Espírita Caminhos de Luz (SimTV) - Domingo 12/09/2009 Cabo - Canal21, Aberta - Canal 17, Net Canal 6 15:00h às 16:00h
As Aparências Enganam F. Altamir da Cunha Natal/RN Ontem, a noite invernosa e o ribombar do trovão Despertou em ti irracional pavor. Teu coração em descompasso quase não se continha no peito, E teu corpo sobre o leito se entregava a um incomum langor. Estranho sentimento, misto de medo e solidão, De ti se apoderou, e tudo te fez crer que já era a morte. Acusaste Deus de tão cruel abandono, perguntando inconformado: Como pode, eu tão jovem merecer tal sorte? A mente em torvelinho te apresentou cenas variadas. E então, angustiado lamentavas o tempo perdido. Senhor, concedei-me a bênção de não morrer agora! Bradavas como réu arrependido. Escravo desse drama de consciência, não percebeste Que a chuva cessara e a noite cedera lugar ao um radioso dia. Foi então, que os pássaros em bela orquestração Despertaram-te, libertando-te dessa agonia. A bênção de um novo dia insuflaram-te novo ânimo. A tragédia prevista não aconteceu; voltaste a sorrir, Compreendeste que as aparências enganam, E a falta de fé faz o medo surgir. ***** A vida em verdade apresenta desafios, e dela sem dúvida, muitas lições promanam. Ainda que uma tragédia pareça iminente, nada nos dá a certeza de que venha a acontecer. Não compliquemos nossa vida com medo de algo que talvez nem aconteça. As nuvens borrascosas que prenunciam tempestade, fogem sob a ação do vento que nos presenteia com um dia de radioso sol.
Escrito por altamir.cunha às 12h09
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 Programa Espírita Caminhos de Luz (SimTV) - Domingo 9/08/2009 Cabo - Canal21, Aberta - Canal 17, Net Canal 6 08:15h às 09:15h Cobertura total do ENTRENAT-Encontro de Trabalhadores Espíritas de Natal Entrevistados: Éden Lemos, Sandra Borba, Ary Quadros, Eliseu Mota, Carmen Silveira A sobrevivência da alma e a miopia do materialismo. F. Altamir da Cunha Natal/RN As contestações, jamais invalidarão uma verdade. Desejar que um fenômeno real, seja interpretado como alucinação, é a mesma coisa de manter os olhos fechados, para negar que a luz do sol ilumina a terra. A sobrevivência do espírito após o fenômeno biológico da morte, é uma das verdades, que ainda encontra resistência em ser aceita, pelos materialistas de plantão. Não importam as evidências apresentadas naturalmente, através de inúmeros fenômenos, em todos os tempos e em toda parte; os contestadores classificam-nos como provas insuficientes, exigindo sempre mais.
Sem dúvida, sempre existiram e existirão, fenômenos provocados pela excitação da mente, que podem confundir algumas pessoas; no entanto, não se deve por isso invalidar aqueles que se realizam, e que estudados por pesquisadores honestos e competentes, apresentam elementos comprobatórios de tal forma, que não podem ser negados.
Ernesto Bozzano, na sua maravilhosa obra: Fenômenos Psíquicos no Momento da Morte (3ª edição, FEB), apresenta, mais de cem casos relacionados com aparições de espíritos desencarnados, a pessoas que se encontravam moribundas, e também a outras que se encontravam saudáveis. Mais interessante se tornaram algumas dessas aparições, pelo fato do espírito prognosticar a morte da pessoa visitada. Para ilustrarmos, apresentaremos dois casos colhidos da referida obra:
1- “Lloyd Ellis apresentava já sintomas da moléstia do peito, por ocasião da morte de seu pai, não, porém, ao ponto de fazer prever um desfecho fatal próximo. Entretanto, sua saúde começou a declinar rapidamente para o fim do ano e, no mês de janeiro d 1870, já estava reduzido à última extremidade. Uma noite, depois de haver deitado durante algum tempo, em estado aparente de meia sonolência ( era uma segunda-feira ao que me recordo), acordou e perguntou repentinamente à sua mãe:
- Onde foi papai? Ela lhe respondeu chorando: - Meu filho, tu bem sabes que ele não vive mais, que está morto a mais de um ano. - É verdade... – murmurou o filho – no entanto ele estava aqui há pouco, veio marcar um encontro comigo para as 3 horas, quarta-feira próxima. Às 3 horas da manhã, na quarta-feira seguinte, o pobre Llyod Ellis dava o último suspiro.”
2- “Há cerca de 60 anos, a Srª. Carleton morreu no condado de Leitrin. Ela e minha mãe eram amigas íntimas. Alguns dias depois de sua morte, apareceu em sonhos a minha mãe e lhe disse:
- Não me verás mais, nem mesmo em sonho, exceto uma vez ainda e esta será justamente 24 horas antes de tua morte. Em março de 1864 minha mãe vivia em Dalky com minha filha e meu genro, o Dr. Lyon.
Na noite de 2 de março, no momento de retirar-se para seu quarto, estava ela de muito bom humor; ria e gracejava com Mme. Lyon. Essa noite, ou antes, pela manhã, o Dr. Lyon ouviu ruído no quarto de minha mãe; acordou a esposa e mandou-a ver o que se passava.
Esta encontrou minha mãe, meio fora do leito, apresentando na fisionomia uma expressão de horror.
Fizeram-na deitar-se, reconfortaram-na. Pela manhã ela parecia inteiramente sossegada. Almoçou, como de costume, em sua cama, mas com bom apetite.
Quando minha filha a deixou, ela pediu que lhe preparassem um banho e tomou-o. Em seguida mandou chamar minha filha e lhe disse:
- Mme. Carleton veio, enfim, depois de 56 anos. Declarou-me que a morte me estava próxima e que eu morreria amanhã de manhã, à hora em que esta madrugada me encontraste meio fora da cama. Tomei um banho para que não tenham que lavar meu corpo.
A partir desse instante começou a definhar e expirou a 4 de março, à hora previamente anunciada.”
Os fenômenos de aparição no leito de morte, por si só, podem favorecer aos contestadores, interpretá-los como se fossem resultados da excitação da mente, ante um fenômeno que embora natural, causa medo e repulsa na maioria das pessoas. No entanto, os dois casos em estudo, apresentaram algo mais, a precisão da informação (prognóstico) sobre a morte da pessoa visitada. Esta peculiaridade invalida a hipótese de alucinação, por apresentar elementos de alto valor comprobatório, a respeito da sobrevivência do espírito após a morte.
A insistência em negar tal realidade, é fruto da miopia que o materialismo causa e a comprovação de que “O pior cego, é o que não quer abrir os olhos para ver.” Fonte: Revista Internacional de Espiritismo - RIE
Escrito por altamir.cunha às 16h22
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