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    Programa Espírita Caminhos de Luz (SimTV) - Domingo 12/09/2009 

    Cabo - Canal21, Aberta - Canal 17, Net Canal 6  15:00h às 16:00h

     

    Nesta oportunidade apresentamos a resposta para muitas dúvidas a respeito do processo de mudança no perispírito, quando

    o espírito atinge a condição de ingresso no reino hominal. Emboraseja apresentado de forma específica para a linguagem, a

    intervenção dos espíritos especializados no assunto e o lugar especial no plano espiritual são indispensáveis.

    Esta é a explicação para o elo perdido, que a ciência material não conseguiu descobrir.

    Palavra e responsabilidade

     LINGUAGEM ANIMAL — Aperfeiçoando as engrena­gens do cérebro, o princípio inteligente sentiu a necessidade de comunicação com os semelhantes e, para isso, a linguagem surgiu entre os animais, sob o patrocínio dos Gênios VenerAveis que nos presidem a existência.

    De início, o fonema e a mímica foram os processos indis­pensáveis ao intercâmbio de impressões ou para o serviço de defesa, como, por exemplo, o silvo de vários répteis, o coaxar dos batráquios, as manifestações sonoras das aves e o mimetis­mo de alguns insetos e vertebrados, a se modificarem subita­mente de cor, preservando-se contra o perigo.

    Contudo, à medida que se lhe acentuava a evolução, a consciência fragmentária investia-se na posse de mais amplos recursos.

    O lobo grita pelos companheiros na sombra noturna, o gato encolerizado mostra fúria característica, miando raivosamente, o cavalo relincha de maneira particular, expressando ale­gria ou contrariedade, a galinha emite inteijeições adequadas para anunciar a postura, acomodar a prole, alimentar os pinti­nhos ou rogar socorro quando assustada, e o cão é quase huma­no, em seus gestos de contentamento e em seus ganidos de dor.

     

     

     

              INTERVENÇÕES ESPIRiTUAIS — É assim que, atin­gindo os alicerces da Humanidade, o corpo espiritual do homem infraprimitivo demora-se longo tempo em regiões espaciais próprias, sob a assistência dos Instrutores do Espírito, recebendo intervenções sutis nos petrechos da fonação para que a palavra articulada pudesse assinalar novo ciclo de progresso.

    O laringe, situado acima da traquéia e adiante da faringe, consubstanciado num esqueleto cartilaginoso, urdido em fibras e ligamentos, com uma seleta de pequenos músculos, sofre, nas mãos sábias dos Condutores Espirituais, à maneira de um órgão precioso entre os dedos de cirurgiões exímios no serviço de plástica, delicadas operações no curso dos séculos, para que os músculos mencionados se façam simétricos e para que se vincu­lem, tão destros quanto possível, à produção fisiológica da voz.

    Em sua contextura interna aglutina-se uma mucosa ciliada que se destina ao trabalho de lançamento do som e que verte pe­los estreitamentos, transformando-se em pavimentosa-estratifi­cada na borda livre das cordas vocais verdadeiras.

    Fora da ação das cordas vocais, o laringe revela no pesco­ço movimentos de ascensão e descensão, elevando-se na expira­ção e na deglutição e baixando na inspiração, na sucção e no bocejar, salientando-se no corpo qual perfeito instrumento de efeitos musicais.

     

     

    MECANISMO DA PALAVRA — Com o extremo cari­nho de vagarosa confecção, os Técnicos da Espiritualidade Su­perior compõem a cartilagem situada em plano inferior, a cricóide, que representa um anel modificado da traquéia, susten­tando uma placa na parte posterior, sobre a qual, no bordo supe­rior e de ambos os lados da linha média, se apóiam as duas ari­tenóides, que se permitem, assim, a conjunção ou o afastamento entre si. Cada uma possui na base uma apófise: a interna, vocal, em que está inserida a parte posterior da corda vocal verdadeira do mesmo lado, e a outra, que é externa, muscular. Com a mes­ma habilidade, os Técnicos tecem a cartilagem localizada na re­gião anterior ou cartilagem tireóide, a destacar-se sob a pele no chamado Pomo-de-Adão, em suas lâminas verticais que se con­jugam na linha mediana, traçando um ângulo diedro que se vol­ta para a retaguarda e onde se fixam as cordas vocais verdadei­ras, cartilagem essa que, por baixo, se une com o anel da cricói­de, e, por cima, com o osso hióide, através de membranas e li­gamentos, o qual fornece apoio para a implantação do laringe.

    Acima das cordas vocais verdadeiras, surgem as cordas vocais falsas a limitarem com a parede os ventrículos laterais de Morgagni.

    Todos os músculos que garantem o movimento das cor­das são pares, exceto o ari-aritenóideo, assegurando as funções da glote vocal e formando, com avançado primor de previsão e eficiência, a abóbada de precioso condicionamento, onde a pres­são do ar pode fazer-se com segurança para separar as cordas vocais em serviço.

    Do Livro: Evolução em Dois Mundos (André Luiz/F. C. Xavier) - FEB, Cap 10



    Escrito por altamir.cunha às 18h26
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